Monday, July 31, 2006

Projeto de Pesquisa Intitulado Retrato de Porto Alegre, Através da Imprensa de Bairro

Unidade: FAMECOS
Departamento: Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social
Título da Pesquisa: Retrato de Porto Alegre, Através da Imprensa de Bairro
Nome do orientador: Profª Drª Beatriz Corrêa Pires Dornelles
Titulação: Doutora
Carga Horária: 40 DE
Nome do aluno: Belisa Brião Figueiró
Semestre: 2º
Curso: Jornalismo

SÍNTESE DO PROJETO: Elaboração de um catálogo sobre jornais de bairro de Porto Alegre com a finalidade de dar acesso às informações contidas nos periódicos, que de outra forma permaneceriam inertes por falta de instrumento de pesquisa compatível com o volume de informações armazenados por 20 anos. Edição e divulgação de catálogo, abrindo o universo dos textos dos periódicos, até, então, indisponíveis aos pesquisadores, através de CD-Rom, que conterá notícias comunitárias dos jornais de bairro. Resgate de parte da história da imprensa gaúcha, possibilitando estudos sobre sua evolução, principais movimentos políticos, econômicos, sociais e culturais e trajetória histórica deste segmento da imprensa porto-alegrense.

1 – NOME DO PROJETO
Retrato de Porto Alegre, através dos relatos da imprensa de bairro

2 – COORDENADORA E PESQUISADORA
Profª Drª Beatriz Corrêa Pires Dornelles
Professora do Departamento de Pós-Graduação da Famecos/PUCRS e da Graduação.

3 - OBJETIVOS GERAIS
Recuperar a história da evolução dos bairros de Porto Alegre, registrada nos jornais de bairros da cidade pelos jornalistas que praticaram e praticam o jornalismo comunitário, através da análise de conteúdo dos textos publicados pelos periódicos e de entrevistas com seus autores, buscando resgatar todos os aspectos que retratam o comportamento sociopoliticocultural e econômico da época, através da catalogação dos jornais.


4 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Compreender de que maneira os jornais de bairro colaboraram para a prática da cidadania, qual a responsabilidade social assumida pelos jornalistas e verificar a prática do jornalismo de bairro como alternativa para o mercado de trabalho. O projeto pretende levantar todos os dados contidos nos jornais de bairro de Porto Alegre, objetivando criar um banco de dados sobre a evolução do jornalismo “alternativo” e sobre o comportamento políticocultural dos líderes comunitários no decorrer dos anos 90, o que viabilizará estudos de iniciação científica para os alunos em geral.
Edição e divulgação de catálogo, abrindo o universo dos textos dos periódicos, até, então, indisponíveis aos pesquisadores, através de CD-Rom, que conterá notícias comunitárias dos jornais de bairro.

5 - JUSTIFICATIVA
Os jornais de bairro de Porto Alegre constituem um ótimo acervo para estudo e interpretação de aspectos significativos que formam a memória da comunicação social de Porto Alegre, pois retratam uma época com seus costumes, hábitos e gostos dentro da visão de seus jornalistas e, muitas vezes, da própria comunidade.

6 - SUSTENTAÇÃO TEÓRICA
Jornalistas, pesquisadores e historiadores gaúchos já possuem uma longa tradição de pesquisa sobre histórias da imprensa, que remonta ao começo do século. A contribuição não é pequena, principalmente no tocante ao levantamento de fontes e à sistematização de dados, como observou RÜDIGER (1983). “Porém, esses trabalhos não podem ser confundidos com histórias do jornalismo. O relato da sucessão cronológica de títulos de periódicos e da biografia de seus criadores não basta para compreender a natureza e a prática do jornalismo nos vários momentos de seu desenvolvimento, basicamente, porque nesse tipo de estudo falta uma perspectiva teórica de análise do seu tema.
O segmento da imprensa conhecido por “jornais de bairro”, um fenômeno que tomou fôlego no ano de 1995, não foi ainda estudado por nenhum pesquisador gaúcho, exceto a própria autora, que já publicou vários artigos sobre o tema em revistas nacionais e internacionais. Tentando preencher parte da lacuna existente quanto à compreensão e prática do jornalismo gaúcho, propomo-nos a estudar detalhadamente este setor da imprensa.
Os jornais de bairro de Porto Alegre caracterizam-se pela publicação de notícias específicas sobre as principais atividades e necessidades do bairro onde circulam, atividades promovidas pela Prefeitura de Porto Alegre, e assuntos genéricos, havendo, em muitos casos, um compromisso comunitário entre o proprietário do jornal e a comunidade onde circula.
No ano de 1997, a administração de Porto Alegre deu um importante apoio econômico a esse segmento, definindo uma política de distribuição da verba publicitária que inclui os jornais de bairro da cidade. Sob a responsabilidade do Partido dos Trabalhadores (PT), a prefeitura da capital gaúcha tem manifestado publicamente, através de seus líderes, o interesse em fortalecer os jornais não-diários da capital, de maneira a contribuir com a descentralização da notícia. Tal
objetivo tem se revelado, na prática, através do apoio publicitário, ainda não bem definido em termos de política de mídia definitiva, e sim ocasional.
Não se sabe, por exemplo, se existem critérios jornalísticos adotados para seleção dos veículos, já que diversos jornais de bairro recebem anúncios da Prefeitura. Por outro lado, alguns jornais que descumprem a legislação da categoria, como por exemplo, não possuírem registro e jornalista responsável, são beneficiados com os anúncios do poder público que, estranhamente, anunciam em jornais clandestinos.
São características dos jornais de bairro a indefinição do número de páginas e da tiragem, pois esses periódicos dependem, a cada mês, da verba publicitária arrecadada para definirem esses dois itens. São raros os jornais de bairro que conseguem fechar contratos publicitários por mais de três meses, o que os torna instáveis com relação a um projeto de médio e longo prazo.
O preço do cm/col de cada jornal não obedece a nenhum padrão. Os proprietários não sabem explicar por que o valor é comercializado a R$ 5,00, R$ 8,00, R$10,00 ou mais reais. Alguns proprietários de jornais de bairro dizem que trabalham “conforme a cara do freguês”. Outros explicam que foram obrigados a baixar o valor porque não conseguiam comercializar a mais de R$ 5,00 o cm/col. Sabe-se, entretanto, que a maioria dos jornais não obedece o valor estipulado na tabela de preços. Trabalham com desconto e muitas permutas.
O Governo do Estado raramente investe em publicidade nesse segmento da imprensa. Ocasionalmente, dois órgãos estaduais anunciaram nos jornais de bairro em 1997: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a Companhia Rio-Grandense de Telecomunicações (CRT).
Também em decorrência da indefinição da receita mensal, a grande maioria dos jornais de bairro não realiza a distribuição do jornal de maneira adequada. Eles circulam basicamente nos pontos comerciais dos bairros, tais como: associações, supermercados, padarias, farmácias, clubes, escolas, lojas, academias, etc.
Essa estratégia prejudica a maior participação e envolvimento dos leitores na política editorial, pois se observa que os jornais que circulam com entrega domiciliar têm maior respaldo da comunidade. É o caso dos jornais Oi!, Folha 3 e O Cristóvão. Esta estratégia, no entanto, não impediu o fechamento de diversos jornais com distribuição residencial.
A distribuição em pontos comerciais também dificulta a identificação do perfil do leitor e da realização de pesquisa com o mesmo. Destacamos, ainda, que a quase totalidade dos jornais de bairro de Porto Alegre não circula nos meses de janeiro e fevereiro porque, nesse período, o comércio não anuncia. Neles, boa parte da população consumidora migra para as cidades litorâneas.
De maneira geral, é possível afirmar que os relises são bastante utilizados pelos jornais de bairro, destacando-se o material produzido pela Prefeitura Municipal. Também são bastante prestigiados pelos jornais o Serviço Social do Comércio (SESC) e o Serviço Social da Indústria (SESI), especialmente porque suas assessorias de imprensa realizam um trabalho intenso junto a este segmento.
Igualmente recebem bastante apoio dos jornais de bairro os acontecimentos que envolvem a área cultural, especialmente a música e a literatura. Infelizmente, muitas assessorias de imprensa ainda não despertaram para essa realidade e não incluem em suas listas de divulgação os jornais de bairro. Lutam, apenas, pela publicação de seus relises na imprensa diária.
Do ponto de vista administrativo, de maneira geral esse segmento é bastante desorganizado. A maioria dos jornais não foi registrada no Cartório de Registros Especiais, como determina a lei, por desconhecimento da mesma. Também é uma característica dos jornais de bairro de Porto Alegre a periodicidade irregular e o fechamento temporário de vários impressos. A atualização deste setor deve ser feita, pelo menos, a cada três meses. Nesse período muitos podem fechar, muitos podem abrir e muitos podem voltar a circular. Mudanças de endereços também são constantes e muito comuns .
Os jornais de bairro de Porto Alegre têm autonomia e independência editoriais em relação ao governo do Estado e aos órgão públicos e privados, porém não as usam por falta de condições econômicas. Ou seja, falta jornalista para realizar reportagens de peso, a exemplo do que fez o jornal Oi!, em 1995 e 1996.
A mesma independência não se observa em relação à Prefeitura de Porto Alegre. Porque sua verba publicitária está pulverizada entre cerca de 50 jornais comunitários (a maioria não é jornal de bairro), os jornais, salvo raras exceções, evitam publicar matérias que possam descontentar o Executivo Municipal. Além disso, atendem a qualquer pedido para divulgação de relises oriundos da Comunicação Social da Prefeitura.
Outra característica desse segmento é não ter êxito em campanhas de assinatura do jornal. Os leitores demonstram apreço pelas publicações, elogiam, pedem que continuem, mas, conforme pesquisa, não pagariam assinatura do jornal para tê-lo em casa .
Todos os jornais de bairro trabalham com a entrega gratuita residencial ou em pontos comerciais e locais de alta movimentação, como praças e clubes. A quase totalidade dos proprietários não possui sede própria. A administração e produção dos jornais são feitas nas suas casas. Todos possuem computadores de última geração e utilizam os programas Page Maker, para editoriação eletrônica, e o Word, para produção de textos.
Vinte e um jornais foram fundados por jornalistas e 22 por pessoas que provêm de outras atividades, especialmente vendas. No total, os 43 jornais empregam 21 jornalistas como free-lanceres. Em 27 jornais, as notícias publicadas são relises de assessorias de imprensa de órgãos públicos, especialmente da Prefeitura de Porto Alegre. Vinte e oito periódicos realizam reportagens junto à comunidade onde circulam. Vinte e três jornais trabalham em cooperação com as Associações de Moradores e 20, não. Todos eles, no entanto, procuram dar destaque aos acontecimentos do bairro.
Em média, a tiragem dos jornais de bairro é de 5.126. Se não consideramos o jornal Oi!, que distribui 22.000 exemplares, a média cai para 4.614 exemplares. Mais da metade dos jornais surgiu a partir do ano de 1995.
Sendo assim, esta pesquisa é de grande importância para quem deseja conhecer a história recente de Porto Alegre, fazendo-se necessário resgatar todos os aspectos retratados nas páginas dos jornais de bairro, que retratam o comportamento sóciopolíticocultural e econômico da época.
O presente projeto pretende levantar todos os dados contidos nos jornais de bairro de Porto Alegre, objetivando criar um banco de dados sobre a evolução do jornalismo “alternativo” e sobre o comportamento políticocultural dos líderes comunitários no decorrer dos anos 90, o que viabilizará estudos de iniciação científica para os alunos em geral.
A pesquisa oportunizará a criação de peças promocionais, tais como álbuns seqüenciais com séries de reproduções das capas dos periódicos, agendas, cartões postais, que poderão ser oferecidos sob forma de séries seqüenciais, marcadores de páginas, capas de cadernos universitários, o que ajudará a divulgar esse acervo junto à comunidade porto-alegrense.






7 - PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
A investigação terá como paradigma metodológico os estudos históricos na visão de Jacques Le Goff (1996). Será um trabalho analítico-descritivo, que terá como técnica a História Oral, de José Carlos Bom Meihy (1996), combinada com a Análise de Conteúdo, de Laurence Bardin (1977), em uma pesquisa qualitativa.
Le Goff (1996), cuja obra em torno das relações entre história e memória irá nortear este trabalho, defende a reflexão teórica em torno da pesquisa histórica.
Para Le Goff, a história é bem a ciência do passado, com a condição de saber que este passado se torna objeto da história, por uma reconstrução incessantemente reposta em causa. O autor vê nesta interação entre presente e passado, o que se chamou de função social da história. A historiografia surge como uma seqüência de novas leituras do passado, plena de perdas e ressurreições, falhas de memória e revisões. Isto não a libera de responsabilidades, com a busca pela objetividade e a imparcialidade, por exemplo.
Conforme o autor, a possibilidade de uma leitura a posteriori da história, o reconhecimento de certas regularidades no seu decurso, a elaboração de modelos que excluem a existência de um modelo único (o alargamento da história do mundo no seu conjunto, a influência da etnologia, a sensibilidade para as diferenças e em relação ao outro caminham neste sentido) permitem excluir o retorno da história a um mero relato.
No entanto, Le Goff ressalta que o horizonte de objetividade que deve ser o do historiador não deve ocultar o fato de que a história é também uma prática social. Se devem ser condenadas as posições que confundem ciência histórica e emprenho político, é legítimo observar que a leitura da história do mundo se articula sobre uma vontade de transformá-lo.
O pensamento de Le Goff comunga perfeitamente com os objetivos desse trabalho. Estudar os jornais de bairro e o jornalismo comunitário foge um pouco da história tradicional, dos grandes homens, dos grandes jornalistas, dos grandes homens da imprensa, das grandes corporações. Constitui o ramo das realidades históricas negligenciadas por muito tempo pelos historiadores, mas validadas na visão do autor. Do mesmo modo, estudar os jornais comunitários através da perspectiva histórica é estabelecer um diálogo vivo com os documentos. É uma forma de fazer uso da imaginação científica, como bem define Le Goff.
Por outro lado, o método histórico mostra-se bastante eficaz, pois aceita o emprego de diferentes técnicas. Pensando por esta linha e entrando em contato com trabalhos de cunho histórico, como o de Violette Morin (1970) e o de Karen Debértolis (2002), foram definidas as técnicas a serem empregadas: a História Oral e a Análise de Conteúdo.
Quando se pesquisa a imprensa comunitária contemporânea, a história oral apresenta-se como uma técnica muito eficaz. Através dela, vivências sem registro em documentos escritos podem vir à tona. Ela oferece espaço para as palavras de profissionais dedicados, humildes, simples e idealistas, dando sentido social às experiências vividas por eles.
Como técnica, a história oral é um processo subjacente a outras metodologias que a admitem como um recurso a mais. É o caso do método histórico, que prevê a utilização de depoimentos vivos quando estes não podem ser obtidos através de registros escritos. Do mesmo modo, a história oral vem complementar a análise de conteúdo, através de uma análise cruzada, como propõe Paul Thompson.
A análise de conteúdo é, conforme Bardin (1977), um conjunto de instrumentos metodológicos cada vez mais sutis, que se aplicam a discursos diversificados. São extremamente úteis no estudo dos meios de comunicação social. É uma hermenêutica controlada, baseada na dedução, na inferência. É o que faremos com os jornais comunitários.





8 - CRONOGRAMA E PLANO DE ATIVIDADES DO ALUNO
A pesquisa será desenvolvida da seguinte forma:
AGOSTO - Levantamento dos jornais de bairro e recolhimento de seus exemplares (cerca de 18). Entrevista com os proprietários, com base na história oral (pela bolsista).
SETEMBRO – Continuação das entrevistas e análise de conteúdo e histórico descritivo de três jornais (pelo orientador). Catalogação dos dados publicados (pela bolsista).
OUTUBRO - Continuação das entrevistas e análise de conteúdo e histórico descritivo de três jornais (pelo orientador). Catalogação dos dados publicados (pela bolsista).
NOVEMBRO – Continuação das entrevistas e análise de conteúdo e histórico descritivo de três jornais (pelo orientador). Catalogação dos dados publicados (pela bolsista).
DEZEMBRO – Continuação das entrevistas e análise de conteúdo e histórico descritivo de três jornais (pelo orientador). Catalogação dos dados publicados (pela bolsista).
JANEIRO (2005) - Continuação das entrevistas e análise de conteúdo e histórico descritivo de três jornais (pelo orientador). Catalogação dos dados publicados (pela bolsista).
MARÇO A MAIO (2005) Texto histórico descritivo da história de Porto Alegre, através de entrevista oral, bibliografia, análise do conteúdo dos jornais e dos dados catalogados pela bolsista.
JUNHO (2005) – Redação final do trabalho (orientador e bolsista).



9. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

BAHIA, Juarez. Três fases da imprensa brasileira. Santos, Editora Presença, 1960.

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BELTRÃO, Luiz. Iniciação à Filosofia do Jornalismo. São Paulo, Com-Arte, Edusp, 1992 (Coleção Clássicos do Jornalismo Brasileiro).

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CALLADO, Ana Arruda; ESTRADA, Maria Ignez Duque. Como se faz um jornal comunitário. Rio de Janeiro, Petrópolis, 1985.

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DEBÉRTOLIS, Karen Silvia. Brasil Mulher: Joana Lopes e a imprensa alternativa feminista. 131p. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002.

ORNELLES, Beatriz. A Prática do Jornalismo Interiorano no Rio Grande do Sul – Potencial Mercado de Trabalho para o Próximo Milênio. Tese de Doutorado, defendida na Universidade de São Paulo, 1999.

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